quinta-feira, 24 de junho de 2010

Beleza oculta


O ciclo de vida do trematódeo Ascocotyle (Phagicola) longa foi descrito em sua totalidade pela primeira vez por pesquisadoras do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em artigo da revista Acta Tropica. O helminto de distribuição mundial é considerado agente causador da heterofiíase humana, uma parasitose emergente proveniente do pescado. A espécie foi incluída na lista de Classificação de Risco dos Agentes Biológicos, publicado em 2010 pelo Ministério da Saúde.
O helminto utiliza tainhas (Mugil liza) como hospedeiro intermediário e pode ser transmitido para o homem pelo consumo do peixe infectado cru ou mal cozido. Apesar de ser um parasito bem conhecido, seus estádios de larva ainda não haviam sido descritos, bem como o molusco considerado seu primeiro hospedeiro intermediário.
O estudo foi parte da tese de doutorado de Susana Balmant Emerique Simões sob orientação das pesquisadoras Cláudia Portes Santos, do Laboratório de Avaliação e Promoção da Saúde Ambiental, e Helene Santos Barbosa, do Laboratório de Biologia Estrutural.

Veja mais em http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm
Artigo completo: Simões et al., 2010. Acta Tropica 113: 226-233

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Malária pode ter matado Tutancâmon, sugere DNA


17/02/2010

Tutancâmon, o mais famoso soberano do Egito antigo, morreu provavelmente de complicações de uma fratura no fêmur e de uma infecção grave por malária. A conclusão é da análise patológica mais completa já feita na múmia do jovem faraó, publicada hoje por pesquisadores do Egito, da Alemanha e da Itália na revista médica
Jounal of the American Association.
Uma fratura repentina na perna, possivelmente causada por uma queda, pode ter resultado em um estado potencialmente fatal, quando uma infecção por malária ocorreu", escreveram Hawass e colegas. Uma das surpresas da análise genética foi que tanto Tutancâmon quanto outras múmias da família tinham em seu sangue genes do Plasmodium falciparum, protozoário causador da malária na África. "Até onde sabemos, esta é a mais antiga evidência genética de malária numa múmia com datação precisa", afirmam os cientistas.
Leia reportagem na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u695068.shtml

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Gigante farmacêutica libera componentes de remédios contra malária

da Efe, em Londres
20/01/2010 - 15h15

A GlaxoSmithKline (GSK), segunda maior empresa farmacêutica do mundo, permitirá livre acesso aos componentes químicos de milhares de medicamentos que podem ajudar a curar a malária, informa o jornal britânico "The Guardian".
Witty destacará que as companhias multinacionais têm que dividir a responsabilidade social com a necessidade de obter lucro para seus acionistas, enquanto afirmará a importância de ganhar a confiança da sociedade, diz o diário.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Chimpanzés e gorilas podem originar novos focos de malária na África

RICARDO BONALUME NETO
da Folha de S. Paulo

19/01/2010

A importância do trabalho está em reafirmar o potencial de surgimento de novas epidemias vindas de populações selvagens de animais, como foi o caso, por exemplo, da Aids.

O estudo, assinado por cientistas de EUA, França, Gabão e Camarões, está na edição desta terça-feira (19) da "PNAS" e foi liderado por Francisco Ayala, da Universidade da Califórnia em Irvine.

Os chimpanzés e gorilas selvagens também podem contrair malária, revelou uma técnica recente que permite extrair DNA das fezes dos grandes macacos africanos.

A equipe que fez a descoberta, saída de amostras coletadas na República dos Camarões, revelou dois novos parasitas do grupo do Plasmodium falciparum, parasita causador da doença: um risco para a emergência de novos tipos de malária humana.

Leia reportagem na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u681456.shtml


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Monsters inside me

Estou postando este vídeo que é o parasita a ser estudado na próxima aula, Wuchereria bancrofti. É um vídeo de um programa que passa na Discovery Channel, mostrando diversos parasitas de forma bem assustadora... já começando pelo título do programa "Monsters inside me".
Confiram o vídeo abaixo:



Modelo pioneiro usa células intestinais de felinos para estudo da toxoplasmose



23/07/2009

Laboratório de Biologia Estrutural do IOC

Embora o Toxoplasma gondii seja conhecido há mais de um século, a maioria das pesquisas estuda a toxoplasmose no homem, hospedeiro intermediário do parasito. É no felídeo, seu hospedeiro definitivo, que acontecem os ciclos sexuado e assexuado de sua reprodução, garantindo sua manutenção na natureza.
Um trabalho realizado no Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) buscou avançar justamente neste ponto: os pesquisadores desenvolveram um modelo inédito de cultivo in vitro de células intestinais de gato doméstico. O modelo pode ser o primeiro passo para a realização de pesquisas sem a utilização de animais adultos vivos, e pode abrir caminho para novas estratégias de controle da doença.
Como hospedeiros definitivos do parasito, os felídeos, em especial o gato doméstico, têm papel fundamental no ciclo da toxoplasmose. Em geral, são contaminados pela ingestão de carne de roedores ou de pequenas aves infectadas. A reprodução sexuada do T. gondii acontece somente no intestino destes reservatórios, onde são produzidos os oocistos, eliminados nas fezes, contaminando água, solo, plantas e animais. O modelo experimental é o primeiro capaz de reproduzir esse ciclo.
Para o veterinário Marcos de Assis Moura, responsável pelo estudo, entender porque o ciclo sexuado do T. gondii ocorre apenas em felídeos pode permitir o desenvolvimento de novas estratégias de controle da toxoplasmose. “Podemos pensar em vacinas ou terapias para aplicação em gatos que interrompam o ciclo reprodutivo do parasito no gato, por exemplo” avalia o Marcos.

Para leitura na íntegra acesse: http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=669&query=simple&search_by_authorname=all&search_by_field=tax&search_by_headline=false&search_by_keywords=any&search_by_priority=all&search_by_section=all&search_by_state=all&search_text_options=all&sid=32&site=fio&text=toxoplasma

domingo, 1 de novembro de 2009

Casos de neurocisticercose grave preocupam município de Minas Gerais


21/10/2009

Doença causada pela presença da larva da Taenia solium no cérebro, a neurocisticercose vem avançando no Brasil. Embora não existam dados concretos em função da dificuldade de diagnosticar essa parasitose, e pelo fato de a notificação não ser compulsória, pesquisas acadêmicas têm mostrado um aumento no número de casos. Em Minas Gerais, um estudo feito pelo professor de radiologia médica do Centro Universitário de Caratinga, na região do Rio Doce, Luciano Ribeiro comprova o crescimento da doença entre a população. Depois de analisar 6,2 mil laudos de tomografias, realizadas no Centro de Tomografia Computadorizada do município, ele encontrou 1.046 casos de pessoas infestadas com a parasitose na que é considerada a sua forma mais grave, o cisticerco. “O número é muito expressivo quando se trata de uma população de 82 mil habitantes, uma vez que são apenas casos diagnosticados. E aquelas pessoas que não têm condições de passar por um exame de tomografia computadorizada?”, pondera.

Perigo

No organismo, o parasita segue para tecidos do organismo, como os músculos, a retina e o cérebro. No sistema nervoso central, o cisticerco pode provocar desde cefaleias intensas, crises convulsivas, hidrocefalia e até a morte. As crises epilépticas são as complicações mais comuns. “Para que ocorra a neurocisticercose, o indivíduo tem que ingerir os cisticercos, e isso ocorre devido a alimentos ou mãos contaminadas. O portador do verme adulto elimina, com as fezes, os cisticercos no ambiente”, informa o professor. Quando o cisticerco começar a morrer, o que pode ocorre em um prazo de cinco anos, o processo provocará reações inflamatórias, que variam de indivíduo para indivíduo.

O professor ainda está pesquisando a infestação em Caratinga, mas trabalha com a hipótese de que a causa esteja relacionada à qualidade da água usada para irrigar as lavouras e hortas na região rural. “As hortaliças caracterizam o maior problema devido à falta de saneamento básico perante os produtores rurais que usam água contaminada por esgoto lançado nos rios. O ciclo se fecha quando a plantação é irrigada e não há higienização adequada da folhas, que devem ser friccionadas e não somente lavadas em água corrente ou mesmo colocadas em repouso no vinagre, pois esses procedimentos não eliminam os cisticercos que são invisíveis a olho nu”.

Oncocercose ainda é desafio nas Américas


29/10/09

De 4 a 6 de novembro, o Rio de Janeiro sediará pela primeira vez a XIX Conferência Interamaricana sobre Oncocercose, o evento é promovido anualmente pelo Programa de Eliminação da Oncocercose nas Américas (OEPA). A iniciativa reúne os especialistas dos seis países signatários da OEPA – Brasil, Venezuela, Colômbia, Equador, México e Guatemala, além de autoridades das várias instituições ligadas a saúde pública nas américas – CDC, Organização Panamericana de Saúde (OPAS) e Carter Center, para debater e apresentar os avanços no combate à doença parasitária. Por meio de acordo definido pela OPAS, os países signatários teriam que erradicar a doença nas Américas até 2012. No Brasil, a oncocercose ameaça a saúde dos mais de 13 mil índios Yanomami que vivem na região amazônica. Referência nacional para o tema junto ao Ministério da Saúde, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) é o anfitrião oficial da IACO em 2009.

“Nosso maior desafio é o fato de que o foco da doença na Amazônia é binacional, na fronteira entre o Brasil e a Venezuela. Os índios Yanomami são nômades, transitam em uma área de aproximadamente 192 mil Km2 entre os dois países. Além disso, a região é difícil acesso, o que dificulta o tratamento”, explica Marilza Herzog, chefe do Laboratório de Simulídeos e Oncocercose do Instituto Oswaldo Cruz (LSO/IOC).

“A conferencia é importante porque celebra a iniciativa regional anualmente. Durante os dias de evento, os paises apresentam seus avanços na busca pela meta de erradicação da doença nas Américas”, resume Mauricio Sauerbrey, diretor da OEPA. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 500 mil pessoas vivem sob risco de infecção na América Latina.

Sobre a Oncocercose

A oncocercose é uma doença parasitária causada pela filária Onchocerca volvulus que se desenvolve por até 15 anos e gera adultos de até 80 cm, quando fêmeas, no corpo do hospedeiro humano. Transmitida por meio da picada de mosquitos do gênero Simulium, essa parasitose é raramente letal, porém considera como flagelo social na África, por seu sintoma mais grave a cegueira irreversível, causada inicialmente por uma reação inflamatória contra o parasita no olho, a oncocercose passou a ser conhecida como “cegueira dos rios”. Segue como a segunda causadora de cegueira no Mundo.

Testes clínicos de nova droga contra doença de Chagas começam em 2010


Do G1, em São Paulo

29/09/09

A Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira (29) em Tóquio que vai iniciar em 2010 testes clínicos em humanos com um “novo e promissor” medicamento contra a doença de Chagas. Segundo a entidade, o lançamento é o lance mais significativo na luta contra a doença em quatro décadas.

Há quase 40 anos foram descobertos os dois únicos medicamentos disponíveis contra Chagas. O problema é que eles não são administrados na fase crônica da doença, nem são muito eficazes. Entretanto, mais de 90% dos pacientes só descobrem que sofrem de Chagas já nessa fase crônica. O objetivo do novo tratamento é justamente atuar com mais eficácia na fase crônica da doença, em especial entre pacientes adultos.

A DNDi é uma parceria de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos sem fins lucrativos fundada em 2003. Sete organizações de diferentes partes do mundo se uniram nessa parceria: Fundação Oswaldo Cruz do Brasil, Conselho de Pesquisa Médica da Índia, Instituto de Pesquisa Médica do Quênia, Ministério da Saúde da Malásia, Instituto Pasteur da França, Médicos sem Fronteiras (MSF) e Programa Especial para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais (TDR) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

O novo remédio é o E1224, uma “pró-droga” do ravuconazol – quando entra no organismo, o E1224 se transforma no antifúngico, que tem demonstrado in vitro e in vivo ter uma atividade potente contra o parasita responsável pela doença. Ele foi desenvolvido pela Eisai, uma empresa farmacêutica japonesa.

Assim que estiver pronto, o novo medicamento será comercializado a preço de custo aos setores públicos e ONGs que trabalham com a doença de Chagas, afirma em nota a DNDi.

Leia reportagem na íntegra: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1322454-5603,00-TESTES+CLINICOS+DE+NOVA+DROGA+CONTRA+DOENCA+DE+CHAGAS+COMECAM+EM.html


Piolho prejudica aprendizado, conclui estudo da Unesp


Do G1, em São Paulo

20/10/09


A infestação por piolhos (Pediculus capitis) prejudica o aprendizado ao reduzir a autoestima das crianças em idade escolar. Pesquisa do biólogo Newton Madeira, do Departamento de Parasitologia do Instituto de Biociências da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), câmpus de Botucatu, comprovou que o problema de saúde é comumente vinculado a fatores socioeconômicos e encarado pela população – e pelo poder público – como um mero incômodo, e não um como problema de saúde.

No combate à doença, o uso indiscriminado de piolhicidas - produtos potencialmente tóxicos - pode criar resistência no inseto, o que torna as futuras infestações mais difíceis de combater. Já raspar a cabeça pode deixar traumas nas crianças. “Métodos caseiros não têm eficácia comprovada e podem ser perigosos, levando a alergias e a irritações”. O pente fino de plástico é a forma mais eficaz e mais econômica de eliminar o piolho, recomenda o biólogo.

A coceira provocada pelo inseto causa irritação, distúrbios do sono e lesões no couro cabeludo. A criança infectada sofre discriminação na escola e na comunidade.

Leia reportagem na íntegra: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1347998-5603,00-PIOLHO+PREJUDICA+APRENDIZADO+CONCLUI+ESTUDO+DA+UNESP.html

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

2º Lugar na Etapa Final das Ciências da Saúde II!!!




Bom como alguns já sabem o blog ficou em 2º lugar na XII semana de monitoria na sessão de Ciências da Saúde II.

Gostaria de parabenizar a todos pelos resultados!! A monitoria não é o próprio monitor, mas uma relação que se constrói entre o professor, o monitor e a turma.

Acredito que o grande diferencial do trabalho foi a busca por benefícios diretos para os alunos, sempre com o foco na melhoria e no interesse pela discplina, além de enfatizar a possibilidade de expandir o aprendizado de acordo com a vontade do aluno.

Quero agradecer em especial à professora Danuza Mattos pela orientação, paciência, atenção, conselhos, por todo apoio e ajuda que foi dado desde o início!Ahh ... e é claro pelas ótimas aulas de Parasitologia que me fizeram ter uma grande vontade e interesse em ser monitora da disciplina.

Quero agradecer ainda, a todos os professores e alunos da disciplina por todo apoio, incentivo e principalmente pela oportunidade de poder realizar este trabalho. Aos meus familiares e amigos sempre presentes que me apoiaram e torceram muito por mim.

Agradeço a Deus pela oportunidade de colocar tantas pessoas maravilhosas no meu caminho!

Alunos aproveitem essa ótima equipe de professores, e também o blog que foi criado especialmente para vocês buscando aprimorar e atualizar o conhecimento em Parasitologia.


Um grande abraço.


Camila

domingo, 18 de outubro de 2009

Substância usada em cosméticos poderá contribuir para o desenvolvimento de novos fármacos para a doença de Chagas


A pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) Valéria P. Nacife desenvolve estudos com uma substância chamada carragenina, que é constituída por uma longa cadeia de polissacarídeos sulfatados, derivados principalmente de algas do mar irlandesas (Chondrus crispus).
A carragenina é um potente inibidor da multiplicação do vírus da dengue tipo 2 e 3 em células Vero e HepG2 e também pode bloquear a infecção pelo HPV. A substância também é conhecida comercialmente pelo uso em cosméticos e produtos alimentares. De acordo com Valéria, pesquisas mostram que os carboidratos estão envolvidos em muitos processos de interação e adesão que ocorrem em diversos parasitas (Plasmodium falciparum, Trypanosoma cruzi) e em células hospedeiras humanas. A carragenina lambda, escolhida para o estudo da pesquisadora, é composta principalmente de D-galactose sulfatada e tem uma maior quantidade de grupos sulfatados quando comparada com outros análogos (carragenina kappa e iota).

A carragenina é conhecida por induzir inflamação aguda, edema de pata e injúria nos vasos sanguíneos, inibe funções do complemento e liberação de quininas e potencializa a endotoxicidade. A substância também é utilizada na formação de bolsa de ar em roedores, liberação de mediadores de celulares e para aumentar a formação de metabólitos de oxigênio, que contribuem para a patofisiologia da inflamação.

No entanto, como a literatura ainda não apresenta dados sobre o uso da carragenina e o Trypanosoma cruzi, o grupo de Valéria decidiu aumentar o conhecimento a respeito dos estudos relacionados às interações parasita-hospedeiro, pesquisando a participação da carragenina na interação célula muscular-parasita. Os estudos poderão contribuir para o desenvolvimento de novos fármacos para a doença de Chagas.


Leia mais em: http://www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=2644&query=simple&search_by_authorname=all&search_by_field=tax&search_by_headline=false&search_by_keywords=any&search_by_priority=all&search_by_section=all&search_by_state=all&search_text_options=all&sid=9&site=ccs&text=parasitas

sábado, 17 de outubro de 2009

Entomologia forense


A Entomologia Forense é a ciência que aplica o estudo dos insetos a procedimentos legais. As pesquisas nesta área são feitas desde a década de 1850 e nas últimas décadas vem obtendo progressos. A princípio existia um grande ceticismo quanto a sua aplicação, porém, paulatinamente, peritos criminais e legistas passam a contar com o auxílio de entomólogos para aprimorarem seu trabalho. Atualmente, vem crescendo o interesse de pessoas ligadas a instituições judiciais e cientistas forenses em como conduzir a entomologia junto a outras técnicas de investigação em casos de morte (Catts & Haskell, 1991). Os principais centros de investigação do mundo todo como, por exemplo, o Federal Bureau Investigation - F.B.I. (Estados Unidos), já contam com auxílio de entomólogos. As pesquisas realizadas no exterior já somam um grande banco de dados sobre o padrão de sucessão de insetos nos corpos, porém, devido às nossas condições climáticas aliadas à grande extensão territorial, esses dados não podem ser seguramente utilizados nos nossos exames periciais. Os entomólogos brasileiros, por sua vez, devido a impedimentos jurídicos e éticos, desenvolvem esse estudo em carcaças animais visando extrapolá-los para cadáveres humanos, portanto se faz necessário uma pesquisa mais abrangente no meio pericial.

A divulgação dessa ciência no âmbito policial nacional é quase inexistente e em razão disso, dados entomológicos importantíssimos são completamente ignorados, conseqüentemente, revelações valiosas se perdem. Na realidade, até agora pode se dizer que a perícia médico-legal baseia-se, ainda quase exclusivamente, na observação atenta das alterações macroscópicas que se sucedem na decomposição dos corpos, sujeitas a inúmeras causas de variação, umas acelerando sua sucessão e outras retardando.

Aplicações nos casos de morte violenta:

Conhecimentos entomológicos podem ser utilizados para revelar o modo e a localização da morte do indivíduo, bem como mais freqüentemente, estimar o tempo de morte (intervalo post mortem - IPM).

Outras aplicações:

Entorpecentes e maus tratos

Leia artigo na íntegra:

http://www.policiacivil.rj.gov.br/acadepol/ceap/artigos/artigo03.htm

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Doença de Chagas. IOC inicia testes com medicamento a base de selênio



Luiz Augusto Gollo/Agência Brasil
19/05


No ano do centenário da descoberta do mal de Chagas, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC) prepara para o início de testes em humanos de um novo medicamento à base de selênio, um dos elementos naturais subtraídos no organismo pela doença.
A diretora do IOC, Tânia Araújo-Jorge, responsável pela pesquisa, diz que os testes em animais foram concluídos com êxito e agora cumpre-se a série de protocolos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para os testes com os portadores da doença, em fase de seleção entre os 1.200 registrados no Instituto de Pesquisas Clínicas Evandro Chagas, também da Fundação Oswaldo Cruz .

Sem data marcada

Como ocorre no mundo inteiro nas pesquisas científicas em geral, a que se desenvolve no Instituto Oswaldo Cruz não tem prazo para chegar a algum resultado, mas Tânia Araújo-Jorge estima em sete anos o tempo para saber se os testes em pacientes com o novo medicamento apresentam resultado encorajador.


Como se combate o Mal de Chagas

No Brasil, cujo universo de infectados gira entre 4 milhões e 6 milhões, o mal de Chagas é enfrentado em "três grandes linhas de ação": o estudo permanente e aprofundado do uso do Benzonidazol, a investigação sobre novas drogas contra o parasita e o fortalecimento da resistência do paciente. Ela age nas três, mas seu foco principal é o paciente e não o parasita. "Os doentes já são prioritários para transplantes desde o primeiro transplante de coração feito no país, há mais de 40 anos, como também merecem atenção especial para a implantação de marcapasso cardíaco."


Leia reportagem na íntegra: http://www.parasitologia.org.br/default.asp?MENU=34&EDITORIA=974

The Winged Scourge

Pessoal,
estou postando um vídeo relacionado com a saúde educacional, produzido pelos estúdios Disney em parceria com o Coordenador de Assuntos Interamericanos, que mostra como se adquire a malária, que consequências ela traz, e como é evitada de uma maneira bem divertida e interessante.


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Paleoparasitologia no Brasil


Ciênc. saúde coletiva vol.7 no.1 São Paulo 2002

Gonçalves, Marcelo L. C; Araújo, Adauto; Ferreira, Luiz Fernando

Paleoparasitologia é o ramo da paleopatologia que estuda os parasitos em material arqueológico ou paleontológico.No início do século 20, os estudos pioneiros de Sir Marc Armand Ruffer, quando descreve ovos de Schistosoma haematobium nos rins de múmias egípcias, lançam a pedra fundamental da nova ciência. A associação entre arqueólogos e parasitologistas começou a se estruturar mais tarde, com a análise de coprólitos (fezes mineralizadas ou preservadas pela dessecação) coletados em sítios arqueológicos e enviados aos laboratórios. As primeiras pesquisas no Brasil objetivaram refutar a crença até então existente de que as doenças parasitárias não eram significantes na pré-história do Novo Mundo. Os primeiros resultados desta linha de pesquisa, ovos de Trichuris trichiura e ancilostomídeos datados de épocas pré-Colombianas, foram apresentados no Congresso Brasileiro de Parasitologia, em 1979.

A paleoparasitologia e as migrações pré-históricas


A análise da distribuição de infecções parasitárias no passado possibilita especulações quanto às migrações humanas em diferentes regiões ao longo do tempo assim como contatos interpopulacionais, uma vez que, sob a ótica evolucionista, uma determinada espécie biológica não surge em mais de um ponto geográfico. Com isso, pode-se confirmar ou refutar teorias de povoamento e propor alternativas com base em achados paleoparasitológicos.
A sugestão de uma via terrestre entre a Ásia e a América do Norte como porta de entrada do novo mundo para os habitantes pré-colombianos, reinou por quase 400 anos como a explicação da origem asiática, via Estreito de Bering, dos primeiros habitantes das Américas. O estudo de coprólitos humanos tem levantado dúvidas sobre o modelo clássico do povoamento pré-colombiano das Américas pelo Estreito de Bering. As teorias clássicas propostas sobre o povoamento sugerem ondas migratórias por esta região, em número e época variáveis. Entretanto, este modelo não pode justificar o encontro de ovos de ancilostomídeos e de Trichuris trichiura em coprólitos oriundos de sítios arqueológicos das Américas há pelo menos 7.200 anos . O clima frio da Beríngia não permitiria a persistência deste tipo de parasitismo na população migrante, agindo como um verdadeiro filtro. Deste modo, a transmissão de parasitos com parte de seu ciclo evolutivo obrigatoriamente no solo seria interrompida ao longo das gerações de hospedeiros humanos que se sucederam por esta via migratória. Tais achados sugerem, na verdade, rotas alternativas, por mar, como uma possibilidade para as migrações humanas na América pré-histórica, tornando questionável a exclusividade absoluta do Estreito de Bering como porta de entrada.

Leia o artigo na íntegra: http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232002000100018&lang=pt&tlng=pt

domingo, 11 de outubro de 2009

Ação in vitro dos fungos Beauveria bassiana (Bals) Vuill e Metarhizium anisopliae (Metsch) Sorok sobre ninfas e adultos de Amblyomma cajennense



Amblyomma cajennense (Fabricius, 1787) é um carrapato amplamente distribuído no continente americano, desde o Sul do Texas, nos Estados Unidos, até a América do Sul (Robinson, 1926). Além dos danos diretos determinados pelo parasitismo, a espécie é responsável pela transmissão de patógenos causadores da erliquiose (Massard, 1984) e da febre maculosa (Monteiro et al., 1931) dentre outras doenças, o que torna fundamental o conhecimento aprofundado de sua biologia, visando estabelecer estratégias racionais e eficazes para o seu controle. O Brasil, em decorrência de suas condições climáticas, é uma região potencialmente favorável ao desenvolvimento de alta infestação por ixodídeos, onde áreas de pastagens apresentam elevada incidência dos estádios não parasitários de A. cajennense, durante todo o ano (Serra Freire, 1982).

Os fungos Metarhizium anisopliae e Beauveria bassiana são comprovadamente patogênicos para insetos (Alves, 1998) e sua patogenidade foi testada em carrapatos das espécies Boophilus microplus (Bittencourt et al., 1997), Rhipicephalus sanguineus (Monteiro et al., 1998a) e Anocentor nitens (Monteiro et al., 1998b). Nessas espécies provocaram mortalidade ou alterações em algumas fases de seu ciclo biológico.

O trabalho teve por objetivo verificar a mortalidade in vitro de ninfas e adultos de Amblyomma cajennense frente à ação de isolados dos fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae.

Conclui-se que todos os isolados testados causaram mortalidade em testes in vitro sobre esses estádios evolutivos, sugerindo o controle do A. cajennense pela ação desses fungos.

Leia artigo na íntegra: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-09352001000500005&lang=pt&tlng=pt

Uso de corticóide sistêmico e intravítreo na inflamação secundária a cisticercose intra-ocular: relato de caso


Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Print version ISSN 0004-2749

Cisticercose é uma parasitose causada pela ingestão de ovos de Taenia solium, excretados nas fezes humanas, e caracterizada pelo parasitismo de diversos tecidos pela forma embrionária do verme Cysticercus cellulosae. As larvas localizam-se especialmente nos tecidos muito vascularizados como coração, músculo esquelético, cérebro e olhos.

Paciente de 62 anos do sexo masculino natural e residente na zona rural do estado de Santa Catarina foi encaminhado com baixa acuidade visual, dor ocular, hiperemia e lacrimejamento há 2 meses no olho direito (OD). Relatava trauma penetrante em olho esquerdo (OE) há 23 anos com perda da visão. O paciente era portador de hipertensão arterial sistêmica leve controlada e negava outras doenças sistêmicas, uso de medicamentos, assim como cirurgias oftalmológicas anteriores ou trauma ocular em OD.

O exame biomicroscópico e ultra-sonográfico permitiu o diagnóstico ocular de cisticercose intravítrea. Foi realizada cirurgia de vitrectomia via pars plana para remoção do parasita e no intra-operatório ocorreu ruptura do cisto com extravasamento intravítreo. Durante o procedimento foram injetadas 400 microgramas de dexametasona intravítreo e prescrito 60 mg/dia de prednisona via oral por 14 dias. O paciente evoluiu com recuperação visual e acuidade visual final de 20/25, retina aplicada e vítreo claro. Em conclusão, farmacoterapia com corticóide intravítreo associada à terapia com corticóide sistêmico pode ser considerada como alternativa a ser associada para o controle inflamatório após cirurgia vitreorretiniana de cisticercose ocular.

Leia artigo na íntegra: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27492007000600023&lang=pt&tlng=pt

Leishmaniose ameaça a saúde dos cães em Belo Horizonte

Em Maio deste ano saiu esta reportagem no MGTV alertando sobre o perigo dos cães infectados na regiao de Belo Horizonte, sendo registrados nos quatro primeiros meses do ano 8 mortes de seres humanos em decorrência dessa parasitose.

Confira a reportagem abaixo:


Mosquitos ajudam no combate da malária e filariose


02/10/2009
da Efe, em Washington


Os mosquitos que transmitem a malária e a filariose linfática ajudam a combater as duas doenças por meio de engenharia genética e da alteração de seu sistema imunológico, apontam dois estudos divulgados pela revista "Science" na quinta-feira (1º).

No caso da malária, cientistas franceses e alemães descobriram uma possível arma para combater a doença no genoma do Anopheles gambiae, o mosquito vetor do parasita que causa a forma mais grave da doença na África.

No da filariose, cientistas da Universidade de Oxford descobriram que infectar os mosquitos com um parasita bacteriano deve ajudar a prevenir a doença.

No primeiro estudo, cientistas descobriram que as variações de um gene afetam a capacidade do mosquito de resistir à infecção do parasita da malária.

"Ao aprender como os mosquitos resistem à malária podemos encontrar novos instrumentos para controlar a transmissão aos seres humanos em zonas frequentes"

Leia a reportagem em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u632453.shtml